quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

A ORIGEM DO NATAL

Nasceu Jesus em 25 de dezembro? Ou em qualquer outro dia? Se o Natal é uma das maiores festas da cristandade, por que será que os pagãos o celebram também? Você sabe?

O SIGNIFICADO DE “NATAL”A palavra “Natal” - tem a ver com nascimento, ou aniversário natalício, especialmente com o dia em que geralmente se comemora o nascimento de Jesus Cristo. Este vocábulo não aparece na Bíblia, e também não foi utilizado pelos primeiros apóstolos. A “festa de Natal” não se inclui entre as festas bíblicas, e não foi instituída por Deus. Teve origem na Igreja Católica Romana a partir do século IV, e daí se expandiu ao protestantismo, e ao resto do mundo. É fato que o Natal não foi observado pelos primeiros cristãos, durante os primeiros duzentos ou trezentos anos desta era.

A ORIGEM DO 25 DE DEZEMBROTem a ver com a festividade da brunária pagã (25 de dezembro), que seguia a Saturnália (17-24 de dezembro) celebrando o dia mais curto do ano e o “Novo Sol”… Essas festividades pagãs eram acompanhadas de bebedices e orgias… Pregadores cristãos do ocidente e do oriente próximo, protestaram contra a frivolidade indecorosa com que se celebrava o nascimento de Cristo, enquanto os cristãos da Mesopotâmia acusavam os irmãos ocidentais de idolatria e de culto ao Sol, por aceitarem como Cristã a festividade pagã. Com a aprovação dada por Constantino para a guarda do domingo, dia em que os pagãos adoravam o Sol, e como a influência do maniqueísmo pagão que identificava o filho de Deus como o Sol físico, proporcionou a esses pagãos do século IV, agora “convertidos” em massa ao “cristianismo” o pretexto necessário para chamar a festa de 25 de dezembro (dia do nascimento do deus-Sol) de dia do nascimento do filho de Deus, assim foi que “o Natal” se enraizou no mundo ocidental! O Natal é, portanto, a mesma velha festividade pagã de adoração ao Sol. A única coisa que mudou foi o nome.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

A formação étnica no período colonial brasileiro

Gilberto Freyre descreve com uma infinita riqueza de pormenores alguns aspectos da vida colonial. Sua preocupação básica é com o sexo e a miscigenação, mas ele trata também da vida familiar, da alimentação, da educação, das crenças relacionadas à educação das crianças, e de uma infinidade de outros temas, do indígena, do africano e do português.
Ele aborda o papel dos indígenas na formação social brasileira e permite caracterizar a miscigenação na sociedade brasileira, seja essa miscigenação ética, religiosa, política ou econômica. Porém, no caso do indígena, houve uma “intoxicação sexual”, já que a forma de agir do indígena tornava-se um grande estimulo sexual para o português. Com isso observa-se um grande contato de miscigenação entre o europeu e o indígena, caracterizando também uma fusão de culturas. Mesmo tendo a cultura do europeu se sobrepondo ao indígena, observam-se uma adaptação de assimilação de cultura de ambas as partes.
As mulheres índias foram muito úteis como procriadoras caboclas. Oferecidas para o colonizador português, supriram o grande problema da colonização: a falta de mulheres brancas. Assim, a mulher índia será à base da família brasileira. Freyre examina com grande inteligência e riqueza de informações o papel do escravo na vida sexual e de família dos brasileiros. A miscigenação continua central, uma tese interessante é a do caráter de seleção eugênica tomada por ela: os senhores escolhiam as escravas mais sadias e mais bonitas para cruzarem. Os padres, exceto os jesuítas, também procriaram à vontade, produzindo muitas vezes uma elite mulata: observa-se que a interação cultural entre o português e o negro faz surgir à concatenação de ambos os povos.

SUGESTÃO DE LEITURA!!

"O historiador e suas fontes"

Carla Bassanezi Pinsky, Tania Regina de Luca (Org.)

"Raízes do Brasil" (Sérgio Buarque de Holanda)

 Penso que a importância desta obra ainda hoje, reside nos seguintes aspectos:

Ler Raízes do Brasil configura-se como apreender um retrato do Brasil e de determinadas estruturas ainda hoje vigentes. Compreender a origem de algumas características que ainda desempenham papel fundamental na personalidade do brasileiro. A profundidade da obra faz pensar se esta não deveria ser leitura indicada fora das universidades. Talvez, desta forma, a distância que existe entre escola e universidade, flagrante em algumas das questões levantadas por Sérgio Buarque de Holanda diminuísse com maior rapidez. No entanto, merece destaque o caráter inovador da obra, frente a uma História positivista e factual, apresentando ao Brasil a história social, par da Antropologia e da Sociologia.